Porque Sou NOVO

Izabel MelloNOVO, Ricardo MellãoLeave a Comment

BEM-VINDOS AO NOVO!

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Uma grande democracia necessita de instituições democráticas. Trata-se de um papel que deveria ser exercido pelos nossos partidos políticos, servindo como representantes de ideias, princípios e valores de uma determinada parcela da sociedade. Dela, selecionariam e preparariam os mais aptos a exercer a atividade pública, fiscalizando-os e, se necessário, afastando aqueles que deixassem de seguir tais valores.

Infelizmente não é isso o que ocorre que aqui no Brasil. Envolvidos na busca do “poder pelo poder”, deixam de enxerga-lo como um meio para implantar suas propostas para se tornar um fim em si mesmo. Isso faz com que sejamos repletos de meras legendas e não verdadeiros partidos políticos. Essa sempre foi a minha sensação, para não dizer, inquietação com a política.

Sempre acreditei que nossa política só melhoraria se tivéssemos instituições mais fortes, assim nossa democracia necessita de verdadeiros partidos. Diferentemente de 97% dos filiados do partido NOVO, não sou tão “novo” assim em política. Tenho um pai que já exerceu mandatos eletivos e eu mesmo já fui filiado a outros partidos políticos. Para quem quisesse participar da política, não havia outra opção. Talvez por isso minha participação nunca tenha sido muito maior do que a de um grande observador e aprendiz.

Nunca me candidatei, mesmo quando encontrei vias mais fáceis para tanto. Faltava algo a mais. Talvez um verdadeiro partido político conforme eu sempre acreditei. O surgimento do partido NOVO me fez pela primeira vez querer participar ativamente da política. Trata-se do único partido político que conheci que, acima da ambição de querer chegar ao poder, está o desejo ser firmar antes como uma grande instituição democrática.

Digo isso, não apenas pelo que o partido prega, o qual concordo plenamente. Ou mesmo pelos mecanismos existentes em seu estatuto que não permite que ele deixe de cumpri-los. Mas por seus exemplos e atitudes, que tive o privilégio de presenciar. Citarei um deles.

Durante as eleições de 2016, fomos o único partido político que realizou um processo seletivo para escolher nossos candidatos a prefeito e vereador. O processo que tinha como objetivo pré-selecionar, através de critérios desenvolvidos conjuntamente com empresas especializadas em recrutamento e seleção, os candidatos mais aptos e identificados com os ideais do partido. Passados a prova escrita e a entrevista presencial, os selecionados seriam ainda submetidos a votação dos filiados na convenção. Antes mesmo de votar, estes poderiam ainda apontar restrição aos nomes escolhidos.

Foram selecionados cerca de 80 candidatos a vereador, entre mais de duzentos inscritos, e nenhum candidato a prefeito.

Entre os candidatos a vereador, praticamente metade dos aprovados que passaram desistiram posteriormente. Isso certamente enfraqueceu nossa chapa que, segundo a lei, poderia ter mais de 80 candidatos. Número que certamente poderia ter sido preenchido convocando os não selecionados.

Entre os candidatos a prefeito, nenhum deles passou. Com isso, perdemos tempo de exposição na TV, fora os possíveis votos de legenda. Por não termos coligado com nenhum dos demais candidatos, até por entender que nenhum projeto nos representava completamente, perdemos ainda mais.

Na lógica da luta pelo poder, trata-se de duas decisões desastrosas. Mas não em um partido onde o compromisso com seus princípios e valores está acima de qualquer ambição. Isso realmente é NOVO.

Podemos até questionar a rigidez dos critérios estabelecidos ou eventual erro de avaliação, mas jamais o compromisso do partido com os valores que atraíram 9 mil filiados em menos de um ano de duração e o fez ser o segundo maior partido do Facebook, com cerca de 1,2 milhões de seguidores.

Como candidato a vereador pelo NOVO aqui em São Paulo, obtive mais de 12 mil votos, um número insuficiente para me eleger, mas bastante importante para que o partido pudesse colocar lá um dos nossos (elegemos uma grande mulher vereadora, ficando eu em segundo). Talvez com uma chapa mais ampla, ou mesmo com um candidato próprio a prefeito, poderia ter sido eleito. Mesmo assim, afirmo e reafirmo: valeu mais perder contribuindo com o NOVO do que ter ganhado em qualquer outro partido ou circunstância.

Afinal, tanto para mim quanto para o partido, maior do que qualquer vitória eleitoral encontra-se o desejo de poder contribuir com um grande e verdadeiro projeto de mudança política no nosso país. Acima do desejo de chegar ao poder, encontra-se antes a vontade de fazer história. E o poder é apenas um meio para tanto. Quase nenhum dos que estão lá serão dignos de serem ensinados nas escolas daqui 100 anos. E, definitivamente, não é isso que queremos.

Fazemos o certo simplesmente porque é o certo, não apenas porque dá certo. Sabemos que assim, independentemente do tempo que irá demorar, ou mesmo se assumiremos o poder de fato um dia, haveremos de encontrar o nosso destino e cumprir a nossa missão.

Para os que ainda não nos conhecem, sejam bem-vindos ao NOVO!

Ricardo Mellão, advogado especializado em direito administrativo e primeiro suplente do partido NOVO na Câmara dos Vereadores de São Paulo

 

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