Quando o público não é da sua conta, você paga a conta

Izabel MelloEducação, NOVOLeave a Comment

Quantas vezes você foi a um parque público e viu alguém dar uma cusparada no chão? E abrir a janela do carro e jogar o lixo na rua? E urinar em local público?

São singelos exemplos que demonstram como grande parte dos brasileiros não se importa com o que é público, já que certamente não fazem isso em suas casas.

Historicamente é assim, esse é o nosso jeito, é a nossa cultura. Dos gestos simples aos que exigem maior envolvimento, o sentimento de dono (civismo e cidadania) que deveria existir, simplesmente não existe.

E o que acontece se adotamos este mesmo comportamento na gestão da máquina pública? Não há vácuo. Alguém preenche o espaço e se apropria indevidamente, tornando o que é público, privado.

Esta é a lógica de simbiose e parasitismo que persiste entre os nossos representantes (os partidos políticos, com exceção do NOVO) e os representados (nós, os cidadãos e legítimos donos). Uma vez eleitos, a grande maioria dos representantes vira as costas para quem os elegeu e faz política em causa própria e dos seus apaniguados. Como não há cobrança, a máquina pública vira escritório particular.

E como isso nos afeta? Como impacta as nossas vidas?

Sabe bem o brasileiro que na vida (assim como na natureza) tudo é interdependente, e há sempre uma relação de causa e efeito. Se não plantamos e não administramos bem, colheremos os resultados.

Na prática, o que já foi o QUINTO na época do Brasil Colônia hoje são dois quintos para os súditos de Brasília (quase 40% de impostos, ou cerca de R$ 2 trilhões por ano recolhidos dos brasileiros). Na verdade, se considerarmos o valor total que uma empresa paga por um funcionário, descontando-se, além dos impostos trabalhistas, todos os impostos que este funcionário recolhe ao comprar qualquer bem de consumo (ICMS), o funcionário cidadão ficará no final com apenas 25% do total auferido (valor total pago pela empresa). Em suma, os brasileiros trabalham cerca de 3/4 do ano, de janeiro a setembro, para pagar impostos e sobreviver nos três meses que restam.

Isso para ter escola pública, hospital público, segurança pública e transporte público que funcionam, certo?

Errado. Com os 25% de renda que sobra, o brasileiro paga duas vezes por tudo: como não tem escola pública de qualidade, paga a privada. Como não tem hospital, paga pelo plano de saúde. Não tem transporte, compra um carro e paga gasolina e mais impostos e taxas. E como não tem segurança, paga empresa privada para vigiar a rua e o condomínio.

Acorde brasileiro. Invista seu tempo para tomar as rédeas do Brasil. Exija que este País seja administrado como uma empresa, onde o lucro é o bem estar e o retorno para o cidadão que paga impostos.

Quando o público não é da sua conta, você paga a conta, todos os dias.

Por Roberto Trinas, filiado do NOVO

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